
Seu Carlos era o padeiro da única padaria da Vila Thereza, hoje Vera Cruz.
Ele mais a esposa e filhos tocavam o empreendimento: dona Cezina na retaguarda; Mosinha, a filha mais moça que atendia o balcão e ainda o filho Bin como auxiliar de padeiro, mais tarde o herdeiro da padaria. Leninha, a filha mais velha do casal já estava casada.
Toda tardinha eu ou o meu irmão íamos comprar pão para o café da noite ou da manhã. Era sagrado. Como Mosinha era minha amiga, eu costumava ficar algum tempo por ali conversando, enquanto ela atendia os fregueses que chegavam na padaria.
Seu Carlos tinha um fox chamado Choinho.
Quando terminava o expediente no final da tarde, ele costumava aparecer com Choinho nos braços, ainda vestindo o avental branco até os pés e de barrete na cabeça. Vinha respirar um pouco de ar fresco e saber das vendas no balcão. Tinha o rosto avermelhado pelo calor do forno e os braços muito brancos. Na minha ingenuidade de criança pensava que os braços eram brancos por causa da farinha. Mas não. Ele era branco de tão alemão!
Toda tardinha eu ou o meu irmão íamos comprar pão para o café da noite ou da manhã. Era sagrado. Como Mosinha era minha amiga, eu costumava ficar algum tempo por ali conversando, enquanto ela atendia os fregueses que chegavam na padaria.
Seu Carlos tinha um fox chamado Choinho.
Quando terminava o expediente no final da tarde, ele costumava aparecer com Choinho nos braços, ainda vestindo o avental branco até os pés e de barrete na cabeça. Vinha respirar um pouco de ar fresco e saber das vendas no balcão. Tinha o rosto avermelhado pelo calor do forno e os braços muito brancos. Na minha ingenuidade de criança pensava que os braços eram brancos por causa da farinha. Mas não. Ele era branco de tão alemão!
Toda família era de gente boníssima e piedosa. Seu Carlos e d. Cezina saiam apenas para ir à missa nos domingos. Mais tarde, Bin assumiu a padaria e casou com Terezinha, minha prima em terceiro grau. E eu, com dezesseis anos, acabei madrinha da primeira filha deles chamada Maria Helena.
Mas o que não esqueço era o amor que o seu Carlos sentia pelo cachorrinho tratado com muito carinho por todos na padaria.
São doces recordações de infância que vale a pena lembrar.